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Killer Peach - Georgia
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O conceito da Toy Art

 Bem-vindos ao fenômeno dos designers toys (ou toy art, art toy, urban vinyl, o que você preferir): o mais legal, novo, interessante e pop movimento de arte e design dos dias de hoje. Para compreender totalmente isso, você não deve fazer perguntas do tipo: "O que faz um coelho rosa de 23 cm? Não é útil!" Simplesmente pense: é funcional para ser colecionado, admirado, exibido, preservado como qualquer obra de arte. E mais. É útil para ser trocado feito figurinha, vendido, negociado. Uma boa coleção pode valer milhares de dólares.

Voltando às origens desse movimento, podemos entender melhor o apelo gerado por essa nova mania. Em 1998, um desconhecido artista de Hong Kong, Michael Lau, levou para uma amostra de brinquedos alguns GI Joe (o nosso conhecido Falcon) remodelados e customizados, com roupagem hip-hop, logos, correntes e jeans. Fizeram o maior sucesso, pois eram diferentes de tudo que se havia visto. Essa criatividade estimulou a imaginação de muitos artistas e pessoas normais. Lau fez 101 figuras customizadas assim. Hoje ela valem como verdadeiras jóias.

Michael Lau ganhou status de mito, e é citado sempre que se fala nas origens do movimento, ao lado de James Jarvis, Eric So, Bounty Hunter, Brothersfree, Jason Siu, Tim Tsui, Jakuan, Furi Furi e outros. O Big Bang de 1998 reverberou no mundo todo.

Mas nem toda figura em 3D é necessariamente um toy art. Para os não-iniciados, é um absurdo pagar R$1.000,00 por um coelho rosa, sendo que ele pode comprar um patinho de borracha por R$5,00. Ambos podem ser bem feitos e legais. Mas qual a diferença? A principal diferença que designa o movimento: a visão do artista. O patinho será feito por um artista desconhecido (na maioria das vezes, trabalhando de acordo com o mercado e limitações técnicas), para uma multinacional enorme e será produzido aos milhões, enquanto o coelho rosa será feito pelo KAWS, com série de 500 unidades, e com uma visão única de um coelho. A baixa produção e a discontinuidade das séries asseguram a raridade e o colecionismo. Mas o que você pode classificar como uma legítima peça da toy art é a novidade. Um toy art tem de ser diferente de tudo que você viu até hoje, características e design únicos, e ser altamente desejável.

O que difere um designer toy de um artista normal são suas origens. Muitos são ilustradores, grafiteiros, designers gráficos, artesãos, etc. Não são pintores ou escultores acadêmicos. Essa é a natureza da toy art: transformar algo comum (como um brinquedo) em algo que possa passar uma mensagem, que pode ser política, underground, subversiva, erótica, trágica, meiga.

Baseado nos textos de Jeremyville e Ivan Vartanian.

 
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